Política

A quebra de um ciclo e o início de novos tempos

Bolsonaro é o 38º presidente do Brasil

E 2018 foi um ano político em que a realidade objetiva superou a ficção, durante seu transcorrer, presenciamos tramas maquiavélicas dignas de causar inveja aos roteiristas de “House of Cards”. É meu caros, como diria Tom Jobim: “O Brasil não é para amadores”.

O encerramento deste ano de 2018 é demasiadamente representativo, pois simboliza entre outras coisas: a quebra de um ciclo, a mudança de paradigma e, consequentemente, o início de novos tempos.

Após 14 anos de “lulopetismo”, que mergulhou o país numa crise moral sem precedentes, encarnada pelos episódios do mensalão e do petrolão, que demostraram que os líderes petistas não estavam nenhum pouco dispostos a promover a alternância de poder. Logo o PT, o partido que o Dr. Raymundo Faoro ajudou a fundar e a dar seus primeiros passos, acabou se tornando na personificação do monstro de seu livro “Os donos do Poder”: o estamento burocrático, que aparelhou de todas as maneiras e esferas possíveis o Estado.

Na reeleição de Dilma em 2014, a “presidenta” não teve pudor nenhum e praticou o maior estelionato eleitoral da história, tudo em nome do poder; mas a conta uma hora haveria de chegar, e não tardou muito para isso acontecer. Por conta de suas famosas pedaladas fiscais, Dilma caiu no fim de 2016, seu vice, Michel Temer, assumiu, e aquele que era estimado pela “presidenta” foi taxado de golpista pelos petistas.

A gestão de Temer foi marcada por uma instabilidade política e jurídica que fez o país beirar o caos; o escândalo da delação de Joesley Batista (JBS) e a greve dos caminhoneiros, no ano passado, são uma espécie de resumo da ópera do governo Temer. O sentimento de insegurança e impotência diante dos desmandos do governo, representado pelos três poderes, fez com que uma parcela significativa da população brasileira pedisse Intervenção militar.Temer balançou, mas não caiu; e terminou seu mandato aos trancos e barrancos.

2019 chegou, e depois de literalmente dar o sangue por seus eleitores, Jair Bolsonaro, que de maneira honrosa e democrática, com a campanha mais barata da história do Brasil, finalmente pôs a faixa presidencial no peito. E assim, como dito no discurso da primeira dama, Michele Bolsonaro: “As eleições deram a voz a quem não era ouvido”. E a voz das urnas foi clara: o cidadão brasileiro quer segurança, paz e prosperidade”.

Numa das falas mais marcantes no parlatório, diante da praça dos três poderes lotada, o presidente reiterou seus compromissos de campanha:

“Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem nossos valores e tradições, destroem nossas famílias, alicerce da nossa sociedade. Tudo o que propusemos e tudo o que faremos a partir de agora tem um propósito comum e inegociável: os interesses dos brasileiros em primeiro lugar. Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestruturas, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do Governo sobre quem trabalha e quem produz. Também é urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais, que levou o Brasil a viver o aumento dos índices de violência e do poder do crime organizado, que tira vidas de inocentes, destrói famílias e leva a insegurança a todos os lugares”.

Enfim temos um governo de direita, mas é preciso lembrar que aqueles que eram pedra, agora se tornaram vidraças. É preciso mostrar trabalho e fazer jus a confiança depositada pelos eleitores. Eu, que declaradamente apoiei Jair Bolsonaro, certamente cobrarei o novo governo, vou criticar e me opor se necessário; isso é um exercício de prudência, pois afinal de contas, como sempre digo: nós, o povo, somos os patrões e eles, os políticos, os nossos empregados. A máxima de Millôr Fernandes se contextualiza perfeitamente neste caso também: “jornalismo é oposição; o resto é armazém de secos e molhados”.

Bom, por ora é só. Desejo a todos um 2019 cheio de paz, saúde, felicidade e prosperidade!

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Adriano de Oliveira Barros

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Franca, politicamente incorreto, articulista, apaixonado por música, filosofia e ciência política.

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