Política

Documentário de Jovem Jornalista aborda os movimentos minoritários sob a perspectiva do Liberalismo

Jornalista traz um contraponto para as causas defendidas pelas minorias dentro do cenário nacional

Nos últimos anos, acompanhamos os movimentos sociais compostos por diversos grupos identitários ganharem grande relevância na mídia e no debate público; numa clara mudança do referencial explanatório marxista, os partidos de Esquerda passaram a usar estes movimentos como capital político, transformando suas causas em meras bandeiras sociopolíticas.

É diante deste cenário, que Nirvana Sousa Vieira, 24 anos, formada em Jornalismo pela Universidade de Fortaleza, desenvolveu seu documentário: “Os movimentos minoritários à luz do liberalismo”, trazendo uma análise destes movimentos através da perspectiva Liberal.

Para examinar de forma crítica o movimento feminista, o movimento LGBT, o movimento negro e questões sobre cotas raciais e aborto, por exemplo, a jornalista entrevistou Catarina Rochamonte – Professora de Filosofia e Escritora, George Mazza – Professor de Direito e Escritor, Mateus Linard – Bacharel em Direito e Coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) de Cariri, Gabriel Barreto – Estudante de Direito e Coordenador do Grupo de Estudos Liberal Visconde de Mauá, Fernando Holiday – Vereador em São Paulo e um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), Ávila Regadas – Historiador, Yago Martins – Professor de Economia, Pastor e Youtuber (Canal dois dedos de Teologia).

Em rápida conversa com a jornalista, que se identifica como uma Liberal Clássica, Nirvana falou dos pontos fulcrais para a elaboração de seu documentário.

Inspiração

A vivência que eu tive dentro da Universidade – foi presenciar esses movimentos minoritários muito ativos, dentro do ambiente acadêmico, e essas discussões sempre muito em alta.Eu cheguei a ver direitistas negar que exista violência contra a mulher, negar que existe racismo no Brasil, negar que existe homofobia.

Todas essas coisas existem, é loucura negar isso; o problema é quando esses grupos se juntam, com líderes que instrumentalizam a vontade dessas pessoas – não respeitam os direitos individuais, não buscam o principio da isonomia, de focar no indivíduo, e focam em grupos sociais que buscam privilégios que ferem a isonomia , isso está errado.Uns estão iludidos, foram ludibriados, pensam que estão buscando igualdade, e outros, buscam supremacia de forma muito clara. Como o Fernando Holiday falou no documentário, os panteras negras, lá nos EUA, deturparam o movimento negro do Martin Luther King, porque este sim queria igualdade, mas os panteras negras queriam a supremacia negra, isso de forma bem escancarada.

 Objetivos

Meu objetivo é mostrar que sim, existe racismo no Brasil, que existe sim, o machismo; as mulheres já foram oprimidas, um dia a mulher não pôde votar, não pôde trabalhar, não pôde estudar, não pôde ficar com a guarda dos filhos quando se separava.

Existe homofobia no Brasil, existe gays que são assassinados somente por serem gays, e realmente é uma coisa terrível isso, mas, minha intenção, é mostrar que o coletivismo e buscar o Estado como o salvador, buscar soluções estatais para isso, nunca vai ser a solução, porque quem causou o problema desde o começo foi o Estado, esse é meu objetivo, mas o objetivo principal, é desmistificar o discurso da Esquerda, de dizer que a Direita – os liberais, os libertários, os conservadores, não se importam com as minorias, o que é uma falácia. Nós nos importamos com os direitos individuais e não direitos de grupos.

O que eu quis mostrar é que não existe só uma maneira de lutar pelas minorias como a Esquerda diz que é. Eles querem ter o monopólio da virtude, eles querem dizer para a sociedade que os virtuosos são eles, e qualquer pessoa que não lute pelas minorias da mesma forma que eles, não tem virtude alguma, essa pessoa merece ser escrachada; e não importa se essa pessoa se enquadrar numa minoria também; se eu sou mulher e luto diferente da forma como as feministas lutam, não importa se eu sou mulher, eu vou ser escrachada, do mesmo jeito para um negro, que se opõe ao modus operandi do movimento negro, do mesmo jeito um homossexual que se opõe ao movimento LGBT, ele não vai ser respeitado de forma alguma, então ali, jamais é um movimento de mulheres, jamais é um movimento de negros, jamais é um movimento de homossexuais, é POLITICAGEM, e nada mais – é isso que eu quis mostrar, foi esse meu objetivo principal.

Sobre o documentário

Apesar de ser um documentário curto, a jornalista conseguiu condensar de forma brilhante um conteúdo tão complexo, dando unidade e coesão a este, trazendo uma mensagem clara, capaz de dialogar com o público em geral, trazendo um contraponto para as causas defendidas pelas minorias dentro do cenário nacional.

O tema abordado por Nirvana, é um tanto quanto espinhoso, toca em questões das quais a Esquerda tem a hegemonia do debate, pois simplesmente cooptou os movimentos minoritários, autodeclarando-se porta voz das minorias do Brasil. E é com essa “Procuração” obtida mediante estelionato, que a Esquerda usa o monopólio da virtude, através de sua patrulha do Politicamente Correto, que cerceia a liberdade de expressão daqueles que falam por si, em nome do indivíduo e, não de um grupo, para estes, não existe local de fala.

Este fenômeno explica o porquê o movimento negro e outros grupos minoritários jamais se manifestaram em defesa de Fernando Holiday – negro, gay e de origem pobre. Ciro Gomes cometeu injúria racial em duas ocasiões contra Holiday, chamando-o de Capitãozinho do Mato numa primeira ocasião, e de Capitãozinho do Mato Nazista em outra. Lembremos também da Tentativa de Assassinato da qual o vereador foi vítima no final do ano passado (2018), quando seu gabinete foi alvejado por um disparo de arma de fogo, durante protestos de grupos de Esquerda contra a reforma da previdência em São Paulo. Em ambos os casos, haveria grande revolta e ampla cobertura midiática se o vereador liderasse alguns destes “movimentos”, mas como é um Jovem Liberal, muito provavelmente, você que me lê agora, nem tinha conhecimento destes episódios ou talvez nem saiba quem é Fernando Holiday.

Pois bem, a mensagem principal que o documentário traz, é que os grupos formados por minorias, ao adotarem o discurso coletivista, acabam desconectando o indivíduo da realidade, que passa a pensar e a interagir na sociedade somente por figuras de linguagem.

E assim, de maneira paradoxal, os grupos minoritários deixam de lado a menor minoria que existe sobre a terra, o indivíduo, como sabiamente dizia Ayn Rand.

Segue abaixo o documentário disponível no youtube:

 

 

Etiquetas
Mostrar mais

Adriano de Oliveira Barros

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Franca, politicamente incorreto, articulista, apaixonado por música, filosofia e ciência política.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios