Política

Extrema imprensa na torcida para Paulo Guedes deixar o Governo

Ministro da Economia deu declaração ao ser questionado no Senado se sairá caso Congresso não aprove reforma da Previdência

E hoje (27), o Ministro da Economia Paulo Guedes disse em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que não tem apego ao cargo, mas não terá a “inconsequência” ou a “irresponsabilidade” de sair “na primeira derrota”. O ministro deu essa resposta ao ser questionado se sairia do governo caso a reforma da previdência não fosse aprovada que permitirá uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos, como defende a proposta do governo enviada ao Legislativo.

Para o ministro, “se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver para o Brasil, eu estarei aqui. Agora, se ou o presidente ou a Câmara ou ninguém quer aquilo, eu vou obstaculizar o trabalho dos senhores? De forma alguma. Eu voltarei para onde sempre estive. Eu tenho uma vida fora daqui”.

Paulo Guedes complementou afirmando “Aí eu venho para ajudar, acho que tenho algumas ideias interessantes. Aí, o presidente não quer, o Congresso não quer. Vocês acham que eu vou brigar para ficar aqui? Eu estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, vai ser um prazer ter tentado. Mas não tenho apego ao cargo, desejo de ficar a qualquer custo, como também não tenho a inconsequência e irresponsabilidade de sair na primeira derrota. Não existe isso.”

Essas respostas bastaram para que a grande mídia veiculasse manchetes que dão conta que o Ministro ameaça deixar o cargo.

Que o governo tem enfrentado dificuldades para viabilizar a reforma da previdência e o pacote anticrime de Moro, isso é fato. Rodrigo Maia tem dado seus “pitis” e já criticou o presidente e o próprio Moro. Agora, a grande questão é que muitos parlamentares ficaram “chateadinhos” por Bolsonaro ter atacado a velha política, dizendo que a tão falada falta de articulação do governo é na verdade uma desculpa usada por alguns parlamentares que estão insatisfeitos com o fim do toma lá dá cá no congresso, o que é fato. Contudo, para a “extrema imprensa” que escolheu um lado nas eleições e foi derrotada, a intenção é criar uma nova crise no governo a cada dia e maximizar os conflitos que surgem entre os poderes, que é absolutamente normal dentro de um sistema democrático. Vejo até alguns jornalistas com um tom saudosista  ao lembrar do velho patrimonialismo brasileiro, que perdurou por tanto tempo e chegou ao ápice no lulopetismo.

Diante do atual cenário, as redes sociais têm se mostrado um dos bastiões da democracia Brasileira, pois é através deste canal que o povo tem se manifestado e, é também por ela que conseguem enxergar uma realidade não mostrada pela grande mídia, para qual a frase do velho Chesterton cai como uma luva: “Bem-aventurados os que não viram e creram: uma passagem que alguns consideraram como uma profecia do jornalismo moderno. ”

 

 

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Adriano Barros

"Liberal Conservador", graduado em Administração de Empresas, possui extensão em Relações Internacionais e Planejamento Estratégico orientado ao setor público. Apaixonado por Filosofia, História, Música e Literatura. "Si hortum in biblioteca habes deerit nihil".

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