Política

Danilo Gentili e a lei da mordaça

Maria do Rosário quer instituir a novilíngua no Brasil

No mundo fictício de George Orwell, em seu célebre livro “1984”, é retratado um Estado Totalitário, que monitora seus cidadãos através de inúmeros televisores, onde ninguém tem privacidade e tudo é controlado pelo “grande irmão”.

Neste ambiente totalitário, vigora também a novilíngua, um mecanismo ideológico que determina o que pode ou não ser dito. Críticas ao sistema político? nem pensar, pois neste Estado, o único direito do cidadão é o de obedecer.

É meus caros, muitas coisas nesta ficção nos soam muito familiar não é? O caso Maria do Rosário versus Danilo Gentili é um deles.

Mas ao traçar um paradoxo entre o cenário Brasileiro de 2019 com a Londres fictícia de “1984”, vamos constatar que a coisa aqui é um pouco pior, pois nem a opressão tupiniquim é democrática, como Gentili diz:  “O problema nunca é o que você fala ou faz e sim de que lado você está”.

O humorista a tempos é vitima da “patrulha” ideológica da esquerda. Seu nome chegou a entrar para a “seleta” lista negra do PT em 2014 inclusive.

Em outros tempos eu ficaria perplexo diante da notícia de que um humorista foi condenado por proferir injúrias contra um político, mas depois de 13 anos de Lulopetismo, com um Estado altamente aparelhado, não é surpresa ver uma magistrada dar uma sentença que fere totalmente as liberdades individuais do cidadão brasileiro.

Danilo sintetiza bem os fatos neste tweet:

Esta condenação, mesmo que em primeira instância e ainda caiba recurso, é um fato lamentável para a democracia brasileira, pois se começarmos a ligar alguns pontos, vamos perceber que o embasamento jurídico usado no caso de Gentili, pode abrir precedentes para que a absurda caça às bruxas deflagrada pelo STF em forma de inquérito, a fim de punir àqueles que “ofendem” a Suprema Corte e seus ministros através de críticas nas redes sociais, se torne jurisprudência e uma regra adotada pelos tribunais. E assim, políticos e juízes desfrutariam da incólume condição de seres especiais e intocáveis.

Enfim, eu não sou advogado de Danilo Gentili, mas se fosse, citaria a genial frase de Ludwig Von Mises em sua defesa:

O primeiro requisito para uma ordem social melhor é o retorno à liberdade irrestrita de pensamento e de expressão”. 

#danilolivre

 

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Adriano de Oliveira Barros

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Franca, politicamente incorreto, articulista, apaixonado por música, filosofia e política.

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