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Militares e bombeiros brasileiros auxiliam vítimas de desastre em Moçambique

Após seis semanas do ciclone Idai um novo ciclone, o Kenneth, aflige o país

Após ajudar as vítimas do ciclone Idai, os militares brasileiros que estão no Moçambique em missão de auxílio, voltaram a trabalhar. Desta vez, a ajuda é para as vítimas de uma tempestade causada por outro ciclone, o Kenneth. O ciclone atingiu o país na última quinta-feira, 25, deixando pelo menos 40 mortos e milhares de desabrigados.

Em ação coordenada com as Nações Unidas e o governo moçambicano bombeiros militares do estado de Minas Gerais e integrantes da Força Nacional do Brasil salvaram a vida de centenas de pessoas em Pemba, no norte de Moçambique, depois da passagem do ciclone. O novo ciclone acontece apenas seis semanas depois do Idai.

Dezenas de bombeiros militares de Brumadinho, MG e integrantes da Força Nacional do Brasil estão no país há mais de um mês. Eles chegaram para auxiliar as operações de socorro do ciclone Idai e têm auxiliado agências da ONU e o governo do país no salvamento, buscas e processo de reconstrução.

O capitão Kleber Castro, que comandou uma operação em Macomia após uma ponte romper, disse que já foram retiradas “muitas pessoas de áreas vulneráveis que estavam completamente alagadas”. Ele explicou que “a água foi subindo e destruiu muitas áreas residenciais. Se as pessoas estivessem lá provavelmente não teriam resistido.”

Ele acredita que “mais de 100 pessoas poderiam ter sido vítimas fatais, mas foram só vítimas de um alagamento.”

Segundo os últimos dados das autoridades de Moçambique, mais de 168 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone Kenneth. Pelo menos 37 mil desabrigados estão vivendo em centros de acomodação após a destruição de suas residências. Cerca de 35 mil casas e 200 salas de aula sofreram danos.

 

Fonte: Agência Brasil EBC

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