Política

Olavo de Carvalho versus “Generais”, quem está com a razão?

Nas últimas semanas a mídia vem explorando a narrativa de que há uma disputa de poder no governo entre Olavistas e Militares, mas isso não é verdade.

Nas últimas semanas a mídia vem explorando a narrativa de que há uma disputa de poder no governo entre Olavistas e Militares. Contudo, para quem acompanha o professor Olavo de Carvalho há algum tempo, quer seja como aluno do COF (Curso Online de Filosofia) e/ou leitor de suas obras literárias, cuja algumas foram responsáveis por quebrar a hegemonia da “intelligentsia” esquerdista como “A nova era e a revolução cultural, “O imbecil coletivo” e “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” sabe que Olavo jamais desejou ser o “guru” da nova direita como toda a mídia mainstream o coloca. Ele é um escritor e um livre pensador, que durante as últimas décadas cumpre uma missão quase que profética, tal como João Batista que no deserto denunciava a corrupção espiritual, moral e política do Reino de Israel, mas poucos lhe davam ouvidos.

Em sua batalha solitária, Olavo denunciou o projeto de poder da Esquerda no Brasil através da Revolução Cultural sob os cânones de Antonio Gramsci, que se infiltrou em todos os nossos espaços de cultura, reduzindo a mídia, o ambiente acadêmico e até parte da “igreja” em instrumentos de Engenharia Social em prol do Socialismo.

Olavo foi o homem que mais defendeu a honra das Forças Armadas Brasileiras durante a década de 90, período onde os militares eram humilhados pelos partidos de Esquerda, que os caluniavam e os injuriavam sistematicamente dia após dia, e pouquíssimos Oficiais ousavam se defender. Olavo cansou de dar palestras gratuitas em clubes militares, orientando para que os Oficiais reagissem e processassem seus caluniadores, alertando também sobre os perigos da ascensão do PT ao poder, mas nada foi feito e anos mais tarde o Lulopetismo tomou de assalto o Brasil e aparelhou o Estado em todas as suas esferas.

Pois bem, 2019 chegou, Bolsonaro assumiu a Presidência, tendo como vice o General Mourão e escolhendo vários militares para estar à frente de Ministérios importantes, bem como para ocupar cargos dos primeiros escalões do governo. Que seria provável Bolsonaro ter um governo nestes moldes, isso não era segredo para ninguém, mas o que não se esperava era vermos um vice-presidente que destoasse tanto do discurso “Conservador” que levou Bolsonaro à Presidência.

A Folha de SP em sua edição do dia 24 de Abril traz os principais embates entre Bolsonaro e Mourão desde o início do governo. Para entendermos o porquê das críticas de Olavo primeiramente ao General Mourão, é preciso se ater a ordem cronológica dos fatos abaixo:

Fora estes episódios, Mourão ainda recebeu a CUT (um dos principais braços do PT) no Palácio do Planalto, mesmo a contragosto do Presidente. Posteriormente curtiu um tweet da jornalista Raquel Sheherazade, no qual a mesma o enaltecia, mas denegria o Capitão.

Mesmo diante destes fatos, a imprensa toda em uníssono retrata o caso como ataques gratuitos do Professor Olavo ao General Mourão, tentando claramente o desqualificar, o colocando como desequilibrado e teórico da conspiração.

Após Mourão tentar diminuir o Professor Olavo, chamando-o de Astrólogo e ao dizer que ninguém liga para sua opinião, quem passou a atacar Olavo foi o General Santos Cruz, Ministro responsável pela Secretaria de Governo, curiosamente logo após ser elogiado pelo Professor.

 

Mesmo diante do ataque em massa promovido por 10 Senadores liderados pelo tucano Plínio Valério e com apoio do ex-presidente Fernando Henrique, Cardoso e da utilização covarde da imagem do ex-comandante Geral do Exército, General Villas Bôas, por parte de seus pares, o Professor mostrou que quem tem a verdade ao seu lado sempre tem razão e não tem nada a temer.

E a verdade começou a aparecer na terça feira (07), quando Letícia Catelani, demitida da Diretoria de Negócios da Apex, divulgou em seu twitter que resistiu a pressões para renovar supostos “contratos espúrios” firmados por gestões anteriores e estava pagando o preço por combater a corrupção.

Uma mensagem enviada no fim de março a Letícia Catelani pelo general Roberto Escoto, então chefe de gabinete do embaixador Mario Vilalva, que presidia a Apex, indica a atuação do General Santos Cruz na renovação do patrocínio da Apex ao Sindicato da Indústria Audiovisual de São Paulo (Siesp), filiado à Fiesp.

A denúncia de Letícia é grave e precisa ser apurada, pois, o General Santos Cruz deveria estar promovendo a “despetização” do ministério e não a sua manutenção – oras bolas. O governo de Bolsonaro foi eleito para isso, então a pergunta que fica é, Santos Cruz está atendendo os interesses de quem?

É meus caros, no Brasil nada é tão simples, temos reformas importantíssimas pela frente para serem aprovadas, o país está literalmente falido. Seria o momento de aglutinar as forças que compõe o governo, mas infelizmente o núcleo militar liderado por alguns Generais e uma ala de oportunistas do PSL está tornando isso impossível.

Chegou a hora de Bolsonaro por ordem na casa e separar o joio do trigo.

#olavotemrazão

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Adriano de Oliveira Barros

"Liberal Conservador", graduado em Administração de Empresas, possui extensão em Relações Internacionais e Planejamento Estratégico orientado ao setor público. Apaixonado por Filosofia, História, Música e Literatura. "Si hortum in biblioteca habes deerit nihil".

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