Política

Polícia de SP em alerta máximo após transferência de Marcola e outros 21 integrantes do PCC

A transferência ocorre após governo ter descoberto plano de fuga para os integrantes ataques a agentes públicos.

O governo federal juntamente com o do Estado de São Paulo, numa megaoperação que mobilizou diversos órgãos estaduais e federais: as secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB), o Exército Brasileiro, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), transferiu nesta quarta-feira (13) Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e mais 21 integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os presos estavam na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e em Presidente Bernardes, no interior do estado, e foram levados para presídios federais em Brasília, Mossoró (Rio Grande do Norte) e Porto Velho (Rondônia).
A transferência de integrantes do PCC se deu  após o governo de São Paulo descobrir um plano de fuga para os chefes, além de ameaças de morte ao promotor que combate a facção no interior de São Paulo. A facção atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente, atuando em parceria com as FARC por exemplo, que é um dos braços do Foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel Castro.

 ATAQUES DO PCC EM 2006

Em 11 de maio de 2006, a Secretaria de Administração Penitenciária transferiu 765 presos para a          penitenciária 2 de Presidente Venceslau, após escutas telefônicas levantarem suspeitas de que facções estariam planejando rebeliões para o Dia das Mães, que ocorreria dali a dois dias. No dia seguinte, após a transferência de Marcola, motins foram realizados em penitenciárias do Estado de forma articulada.

Na noite do dia 12 de maio, integrantes da organização criminosa deram início ao maior atentado contra as forças de segurança pública do Estado da história. Até o dia 15 de maio, foram perpetrados mais de 200 ataques que deixaram cerca de 90 mortos. Neste dia, a organização determina o encerramento dos ataques após ter realizado atentados menores contra fóruns, ônibus circulares e agências bancárias. No entanto, boatos que davam conta de um toque de recolher, trouxe o medo na população gerando um caos no Estado

Diante do temor de ataques a alvos civis, muitas escolas e Universidades como a USP, a Unicamp, a PUC-Campinas, entre outras instituições, foram fechadas. Parte do comércio e repartições públicas também fecharam suas portas. A cidade de São Paulo ficou deserta mesmo em horários de grande movimentação em dias normais. O transporte público parou de circular durante a tarde, deixando milhões de pessoas a pé. Um terço da frota de ônibus ficou na garagem depois de mais de 90 veículos terem sido incendiados em todo o Estado. Uma ameaça de bomba chegou a fechar o Aeroporto de Congonhas.

No dia 16 de maio, a cidade voltava ao normal e chegava ao fim a primeira onda de ataques do ano de 2006 em São Paulo. No total, segundo balanço feito por jornais à época, até o dia 17 de maio, foram 132 mortos, sendo 23 PMs, oito carcereiros, seis policiais civis, quatro civis e três guardas civis metropolitanos. Entre os mortos, estavam também 71 “suspeitos” e 17 detentos em rebelião.

Contudo, uma nova onda de violência teve início dois meses depois, em 12 de julho de 2006. O Estado de São Paulo voltou a ser palco de mais de mais ataques contra civis e militares, o principal deles foi realizado contra o prédio do Ministério Público, no centro da capital paulista. O número de agentes mortos nessa segunda onda de atentados chegou a sete. No total, foram 96 ataques com armas, coquetéis molotov e artefatos explosivos em 17 cidades. Sete criminosos foram mortos em ações policiais.

TENSÃO NOS PRESÍDIOS

Diretores de presídios, agentes penitenciários e policiais militares ouvidos pela BBC News Brasil disseram que a operação causou um clima de tensão em todas as unidades com integrantes do PCC. Os agentes temem que a facção emita um “salve geral”, como são chamadas as ordens de ataques contra prédios públicos e agentes de segurança, com a intenção de gerar terror e demonstrar insatisfação.

PREVENÇÃO

Para garantir a segurança e evitar possíveis represálias, o comando da Polícia Militar de São Paulo colocou nesta quarta-feira, 13, em alerta 100 mil policiais em todo o Estado. Todas as viaturas foram alertadas e aos policiais de folga e da reserva foi pedido que redobrem os cuidados.

Essas ações por parte do Poder Público, lideradas pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, representam um grande passo para o combate ao crime organizado, que cresceu assustadoramente no Brasil nas gestões petistas, e que Geraldo Alckmin aqui em SP fazia vista grossa, jamais ousando em mexer com Marcola, com o qual teria negociado em 2006.

Que essas ações conjuntas entre o governo federal e o governo de SP, bem como os demais governos estaduais, continuem de forma efetiva, afinal, foi a bandeira da segurança pública um dos principais fatores que contribuíram para a vitória de Bolsonaro para Presidente e de Dória para Governador.

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Adriano de Oliveira Barros

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Franca, politicamente incorreto, articulista, apaixonado por música, filosofia e política.

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