Política

Porque a esquerda está com medo do novo Ministro da Educação?

Novo Ministro é Filósofo

E no dia 22 de novembro, o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou em suas redes sociais o Professor Ricardo Vélez Rodríguez como o novo Ministro da Educação de seu governo.

Após ao anúncio, instantaneamente a choradeira por parte dos pseudointelectuais brasileiros, que ocupam grande parte dos ambientes acadêmicos e dos órgãos de mídia inundou os portais de notícias e as redes sociais. Podemos identificar a visão estereotipada e o cinismo de portais como Estadão e o Brasil 247, que para noticiar o nome indicado à pasta usaram os seguintes títulos em seus sites:

Contudo, o site esquerda online, que na verdade não passa de um panfleto digital de propaganda comunista escrito por militantes do PSOL se superou, qualificando o Professor Ricardo Vélez como um censor de extrema direita.

O Trotskista Reinaldo Azevedo teve um chilique ao tomar conhecimento da notícia e postou em seu blog que o novo Ministro era uma indicação política de um “polemista e prosélito de extrema direita”, referindo-se ao professor Olavo de Carvalho, responsável também pela indicação de Ernesto Araújo como o novo Ministro das Relações Exteriores.

Carlos Alberto Sardenberg também teve seu momento de “mimimi” na Globonews e classificou a nomeação do novo ministro como ideológica e não técnica.

O que mais me deixa perplexo no momento é constatar a forma com que a “intelligentsia” esquerdista destila seu ódio e sem pudor nenhum aos nomes indicados por Bolsonaro aos ministérios pelo simples fato de serem compostos por pessoas de direita, mostrando claramente que para esta falsa elite intelectual, classificada pelo Professor Olavo de Carvalho como “imbecil coletivo”, só é legítima a alternância de poder quando os candidatos e partidos eleitos são de esquerda. Aquele discurso sobre respeito à democracia, a pluralidade de ideias, o livre pensar e a diversidade não passa de pura demagogia.

Sabemos que o princípio básico para a análise de qualquer objeto que seja é a coleta de dados, no caso de um intelectual seu pensamento, sua filosofia, bem como onde se situa especificamente no campo político. Tudo isso deveria ser levado em conta para traçar o perfil de alguém que ocupará um cargo tão importante, mas para esta “casta” nada disso tem valia e o simples fato de não a pertencer, automaticamente já transforma o Professor Vélez num pária.

Enfim, para aqueles que não conhecem Ricardo Vélez, segue informações pertinentes sobre sua pessoa e de sua obra literária.
O professor aposentado tem 75 anos, colombiano naturalizado brasileiro há mais de 40 anos, possui longa experiência acadêmica como professor e pesquisador. Liberal Clássico, Ricardo Vélez se destaca por ser um dos mais notáveis defensores das ideias da liberdade.
Possui graduação em Filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana (1964), graduação em Teologia – Seminário Conciliar de Bogotá (1967), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1974), doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho (1982). Realizou pesquisa de pós-doutorado no Centre de Recherches Politiques Raymond Aron – Paris (1994-1996), sob a orientação de Françoise Mélonio. Atualmente é conferencista e membro do conselho consultivo da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora e professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército.

Em suas obras o Professor examina diversos problemas do campo político, como em “Patrimonialismo e a realidade Latino-americana”, que mostra como o Brasil e os demais países do continente ainda são reféns de uma cultura política muito voltada ao crescimento do Estado e à manutenção de uma sociedade demasiadamente dependente dele. Numa análise profunda, o autor excursiona até as origens da colonização, a partir das metrópoles ibéricas (Portugal e Espanha), para entender a nossa realidade. No livro “Da Guerra à Pacificação”, o autor aborda a conexão do patrimonialismo nos países latino-americanos com o narcotráfico guiados através das ações do Foro de São Paulo, culminando no aumento da violência e na formação de Estados dentro do Estado, cuja manifestação mais contundente desse “casamento” foi a República das Farc entre 1998 e 2002. No livro “A Grande Mentira – Lula e O Patrimonialismo Petista” – o professor resgata as raízes do atual desgoverno operante no país: o patrimonialismo, tradição arraigada da política nacional, o neopopulismo bolivariano e sua relação com o lulopetismo, e, como pano de fundo da ação política do Partido dos Trabalhadores, as estratégias ligadas à revolução cultural gramsciana.

As temáticas abordadas pelo Professor Ricardo Vélez e sua cosmovisão a respeito da Educação se chocam diretamente com a corrente pedagógica marxista usada como base na formação de Professores, que acabam consequentemente aplicadas em sala de aula por um número significativo de docentes que se aproveitam da audiência cativa dos dissentes para disseminar suas convicções políticas, ideológicas e partidárias. Paulo Freire, atual patrono da Educação, ao qual muitos educadores idolatram sem ter ao menos lido um livro sequer tinha o objetivo específico de educar jovens e adultos analfabetos a fim de os conduzirem à revolução marxista. Em seus livros Paulo Freire mostra o quanto Marx o influenciou na aquisição de uma mentalidade revolucionária, sua total devoção fica claro em Pedagogia da Autonomia quando diz que “Antes mesmo de ler Marx já fazia minhas as suas palavras”.

Portanto, com Ricardo Vélez à frente do MEC, o que a esquerda mais temia lhes sobreveio, pois com uma reestruturação do sistema de ensino do país, as vozes que outrora emudecidas pela “intelligentsia” dominante, passarão a ter espaço, e os debates francos que a esquerda de forma pusilânime tanto fugia serão inevitáveis. Para eles isso será o fim, visto que com a ruptura do ciclo hegemônico cultural voltado à formação de “intelectuais orgânicos” para a tomada dos espaços culturais, o alicerce construído por esta falsa elite intelectual baseado nas ideologias “freireanas” e “gramscianas” rachará e depois ruirá com o decorrer do tempo.

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Adriano de Oliveira Barros

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Franca, politicamente incorreto, articulista, apaixonado por música, filosofia e ciência política.

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