Saúde

‘Recursos terapêuticos para a Covid vão além da hidroxicloroquina’, afirma Alessandro Loiola

Em entrevista ao Terça Livre no Boletim da Noite dessa quarta-feira (2), o médico Alessandro Loiola falou sobre as narrativas e polêmicas relacionadas aos tratamentos precoce e profilático contra a Covid-19

Loiola iniciou a entrevista explicando que a taxa de mortalidade para um paciente entubado em estado grave com a doença é de mais de 80%, diminuindo a possibilidade de que remédios e tratamentos surtam efeitos. “[O paciente] já está com falência múltipla de órgãos e sistemas. É como você esperar a pessoa ter um câncer metastático para então iniciar a quimioterapia, é uma fase além dos recursos que a medicina é capaz de oferecer. Medicina não é milagre”, lembrou o médico. 

Ainda de acordo com o médico, são poucos os estudos que avaliam o uso de hidroxicloroquina de forma isolada. “Ela sempre entra em associação. No dia 31 de maio, foi publicado um estudo observacional realizado por pesquisadores do Smith Center for Infectious Disease, em Nova Jersey.

Cientistas acompanharam 255 pacientes com insuficiência respiratória e respirando por ventilação mecânica. Esses pacientes estavam com quadro grave de falência respiratória por causa da Covid”, disse.

“Os cientistas viram que, no ramo de pacientes graves entubados que usaram a hidroxicloroquina associada à azitromicina em doses corrigidas, houve 0% de mortalidades. Já existem mais de 250 estudos avaliando cloroquina no Covid, existem mais de 40 estudos avaliando ivermectina”, completou.

O médico explicou também que a paleta de recursos terapêuticos para a Covid-19 não se resume apenas à hidroxicloroquina e ivermectina. “Nós temos a proxalutamida, por exemplo, que recentemente foi objeto de estudo dos médicos Ricardo Zimerman e do Fábio Cadegiani. Temos também estudos clínicos sobre colchicina, doxiciclina, vitamina D, zinco, prednisona, metilprednisolona. Então, a paleta de recursos terapêuticos existentes para o Covid é muito maior do que só hidroxicloroquina”, ressaltou Loiola. 

Alessandro Loiola afirmou que o tratamento precoce existe, assim como o tratamento profilático, com objetivo evitar a doença. “Já tem metanálises de 18 estudos clínicos com ivermectina mostrando que o uso dela precoce ou profilaticamente chega a reduzir em mais de 70% a taxa de mortalidade da doença. Então, quando você nega a realidade e fica com a narrativa, eu lamento, isso não é ciência. Isso é um transtorno psicótico, esquizofrênico.

Esse pessoal deveria procurar tratamento especializado”, alertou. (Fonte: Terça Livre)

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