Motociclismo

SuperBike Brasil usa documentos falsos em julgamento e envolve FIM em escândalo

Depois dos acidentes fatais recorrentes, o SuperBike Brasil agora está no centro de outra polêmica: a lisura do processo que conduziu o julgamento de um protesto feito pela equipe de Alexandre Barros contra a Honda de Eric Granado e a existência de documentos falsos

Um protesto da equipe Alex Barros Racing contra a Honda de Eric Granado aberto há três meses transformou-se no mais novo escândalo do SuperBike Brasil, principal campeonato do motociclismo brasileiro. A história, que partia de uma análise de uma irregularidade do motor da CBR 1000 RR Fireblade 2018, não só encontrou divergências em tamanho de bielas, mas também dois documentos falsificados que, na ponta final, são objeto de análise do departamento jurídico da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e colocam suspeita sobre a organização da categoria.
Estão também envolvidos no caso o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que passou a fazer as vistorias da categoria na condição de “entidade terceira independente e isenta” meses antes dos acidentes fatais de 2019; a CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo), que passou a se aproximar do campeonato “em prol da motovelocidade”, e o STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva), que havia julgado o protesto e dado como improcedente, mantendo a vitória de Granado na corrida de Goiânia em outubro.
Alex Barros e Eric Granado (Foto: RicardoSantos/Mundo Press)
A cronologia dos fatos dos últimos anos ajuda a explicar o imbróglio todo. Dona de uma história marcada por mortes, o campeonato organizado por Bruno Corano teve quatro acidentes fatais, todos em Interlagos, principal casa da competição. No ano passado, Maurício Paludete faleceu após um acidente em abril. Um mês depois, foi Danilo Berto quem perdeu a vida em uma etapa da categoria.
A proximidade das mortes resultou numa reação em cadeia. Marcas como Honda e Yamaha, por exemplo, anunciaram a suspensão temporária do apoio ao SuperBike Brasil, enquanto a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender corridas de moto no traçado da zona sul.
Para voltar a acontecer, o certame precisou de uma série de ações e, em julho passado, apresentou uma revisão das regras de segurança. O SuperBike Brasil passou, então, a adotar critérios de elegibilidade, como idade mínima e máxima por categoria; concessão de licenças por meio da necessidade de aprovação em curso de pilotagem esportiva em escolas credenciadas, em testes teórico e prático incluindo regulamento, técnica de pilotagem e regras de segurança; e também a obrigatoriedade de os pilotos se submeterem a exame médico e avaliação psicológica, com critérios rígidos e padronizados.
A então liga independente SuperBike Brasil e a CBM se juntaram para uma parceria. As tratativas, que aconteceram em agosto, também culminaram com a nomeação de Corano ao posto de Comissário Técnico Desportivo da Comissão Nacional de Motovelocidade. A nomeação se deu por Firmo Henrique Alves, presidente da confederação.
Dentre as mudanças feitas no lado técnico, uma se destacava: as vistorias da categoria principal deixaram de ser feitas pela organização do campeonato e passaram para o SENAI.
Fonte: https://grandepremio.com.br/
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