Política

Terrorista que PT asilou no Brasil é extraditado finalmente

Cesare Battisti foi preso na Bolívia


E enfim o italiano Cesare Battisti foi preso. A prisão ocorreu na noite do último sábado, dia 12, na cidade de Santa Cruz de La Sierra – Bolívia, pela polícia boliviana. A princípio, o terrorista seria enviado para o Brasil primeiro para depois ser extraditado para a Itália, essa informação foi confirmada inclusive pelo General Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) , que disse que o avião da Polícia Federal estava a caminho da Bolívia, contudo, após ao avião decolar em solo Boliviano, o governo brasileiro tomou ciência que o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte havia decidido que as autoridades Italianas buscariam Battisti diretamente na Bolívia, em uma decisão que surpreendeu o governo brasileiro e a imprensa internacional. Em entrevista exclusiva à ANSA, o embaixador italiano em La Paz, Placido Vigo disse que a decisão foi estratégica. “A ida direta da Bolívia para Itália, sem passar pelo Brasil, permitiu que o governo italiano não ficasse restrito à pena de 30 anos de prisão que Brasília tinha solicitado no acordo de extradição”. Dessa forma, o governo Italiano busca impor a pena com que Battisti fora sentenciado em seu país: a prisão perpétua. No acordo de extradição formulado anteriormente no Brasil, por conta das diferenças entre o sistema penal brasileiro e italiano, o terrorista cumpriria a pena de 30 anos de reclusão, a máxima prevista pela legislação brasileira, que ao contrário da legislação Italiana não prevê prisão perpétua.

Os crimes de Cesare Battisti 

Sua primeira vítima foi Andrea Santoro, um membro da polícia penitenciária de 52 anos. Ele vivia com sua mulher e três filhos em Údine, porém, em 6 de junho de 1978, foi assassinado pelo grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), do qual Cesare Battisti era filiado na época. Para perpetrar essa ação, segundo a justiça, Battisti e uma cúmplice teriam trocado falsas carícias e, após a vítima passar por eles, atiraram e a executaram pelas costas. Já em 16 de fevereiro de 1979, o grupo terrorista PAC fez uma ação dupla, e a mando de Battisti executou o joalheiro Pierluigi Torregiani, em Milão, que após ser alvejado por vários tiros, mesmo cambaleante, conseguiu efetuar um disparo para revidar a agressão, mas acabou baleando seu filho, que acabou ficando paraplégico. Na outra ação do grupo, Battisti foi o responsável pelo tiro de misericórdia no açougueiro Lino Sabbadin, em Mestre. Na reivindicação, o grupo disse ter “colocado fim” à sua “esquálida existência.

No dia 19 de abril de 1979, em Milão, Cesare Battisti fez a sua quarta e última vítima, disparando cinco tiros no peito do policial Andrea Campagna. Depois de julgado e condenado, Battisti foi preso, mas depois de dois anos fugiu.Como foragido passou por França, México, novamente França, até chegar ao Brasil.

Abordagem da mídia

Neste episódio envolvendo o Terrorista de Extrema Esquerda, pudemos ver a velha leniência por parte da grande mídia, que classificava Battisti como mero ativista político, mesmo sendo um homicida julgado e condenado em seu país. Mas será que esse trato com o velho revolucionário não é porque boa parte da imprensa brasileira é progressista? Acho que “todos” já sabem a resposta né.

Subserviência do PT e da esquerda

É preciso destacar que foi graças ao governo de Lula que o terrorista italiano não foi preso antes.  Ele veio para o Brasil em 2004. Em 2007 foi preso e, depois, foi concedido o status de refugiado político pelo então ministro da Justiça do Brasil, o petista Tarso Genro. A decisão foi criticada na Itália, que pediu a extradição por entender que os crimes não eram políticos, pois Battisti havia cometido quatro homicídios na década de 70. No último dia do mandato de Lula, já em 2010, o então presidente concedeu asilo a Battisti e, posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas corpus a Battisti, afirmando que a decisão de Lula de não extraditar Battisti era um “ato soberano”. A Corte determinou a soltura do italiano, que passou a viver no interior de São Paulo, em Cananeia. É meus carros, recordar é viver, o PT deixou o poder, mas seus atos ainda nos assombram. E pensar que caras como Battisti são os que a “turminha da resistência” apoia e adora.

Então a pergunta que fica é: a oposição atual é contra a certas pautas do governo presidido por Jair Bolsonaro, ou é uma oposição declarada contra o governo do Brasil?

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Adriano de Oliveira Barros

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Franca, politicamente incorreto, articulista, apaixonado por música, filosofia e ciência política.

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